segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Jerí




Lagoa do Paraíso - Jericoacoara/Ce

A Fazenda



Um reduto de prosperidade em meio à aridez, representada pela bela casa, com piscina, lanchas e quadra de tênis. Nas adjacências da moderna casa-sede  existiam casas para funcionários.
 Num cair de tarde chegou a nossa casa um caminhoneiro amigo de meu pai, numa boléia de carreta, sem carroceria, e eles  foram até a Magna, como a fazenda Charneca era chamada. Tiveram a boa vontade de permitir o meu embarque e de outras crianças que estavam próximas e foi um momento de festa para todos.
Às vezes eu ia também com meu pai, quando ele ia fotografar ou entregar retratos de alguém que residia lá. Imaginava como seria a movimentação na bela casa nos dias de visita dos seus proprietários, que viviam fora, mas  nunca cheguei a vê-los por lá.

The Farm 

A bastion of prosperity amid the aridity, represented by beautiful house with swimming pool, tennis courts and motorboats. Adjacent to the main house modern houses existed for employees. 
  A fall afternoon came to our house a trucker friend of my father, a cab to trailer, no body, and they were to Magna, as the farm was called Heath. Had willingly allow my boarding and other children who were nearby and it was a moment of celebration for everyone. 
Sometimes I also went with my father, when he was shooting portraits or deliver someone who lived there. Imagined how it would drive the beautiful home on visiting days of their owners, who lived outside, but never got to see them there.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

O Pinheirão



Chamava-se Volga Turismo, mas em referência a um antigo dono, era chamado carinhosamente por todos de Pinheirão. Era uma mistura de pousada, restaurante e terminal rodoviário, majestosamente instalado em uma região inóspita da BR 116, nas proximidades do município de Alto Santo (Ce).
Durante muitas vezes estive ali assistindo ao embarque e desembarque de parentes que iam ou viam de São Paulo. Ficava fascinado em saber que dali se poderia ir para tantos destinos e, se preciso fosse, eu ficaria horas a fio observando aquelas pessoas tão diversas.
Comumente partiam jovens rapazes que iam tentar a sorte no Sudeste do país. Cortava o coração o choro silencioso das namoradas, que não sabiam se realmente iam ser chamadas posteriormente ou se iam ser trocadas por uma qualquer na região de destino.
Foi no Volga ou Pinheirão que eu vi pela primeira vez na vida um transsexual, gênero muito comum no seu corpo de funcionários. Na ingenuidade dos meus quatro ou cinco anos de idade, fiquei tentando adivinhar a identidade sexual daquele sujeito à minha frente. Meu pai simplesmente riu da minha expressão confusa e não esclareceu minha dúvida.
 Os ônibus eram de muitas empresas como Penha, São Gerardo, Gontijo... mas os que eu mais gostava eram os amarelões da Itapemirim. Certa vez um casal conhecido, que partia, pediu-me para que eu os ajudasse a levar alguns pertences para o interior do veículo e foi com grande satisfação que eu entrei naquele “tribus” da minha empresa preferida.
Por razões que desconheço o Volga foi desativado e hoje encontra-se abandonado e em ruínas. Me entristece saber.
Atualmente viajo para muitos dos lugares em que era possível partir de lá, porém vou de avião, veículo que atualmente é mais acessível no Brasil. Mas, embora possa parecer retrógrado, ainda sonho em um dia viajar do Ceará para São Paulo ou Rio, a bordo de um amarelão da Itapemirim.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Brasília





Foi minha primeira viagem aérea. Na época eu tava de saco cheio com os problemas da vida, me sentia o último dos mortais por ainda não ter andando de avião :) aí fiz um amigo lá decidi ir visitá-lo. Por não ser muito longe, a tensão do primeiro voo não ia durar muito -  pensei. Como não tinha escalas seriam apenas duas horas e meia, mas eis que na hora do pouso a aeronave simplesmente arremeteu e passamos mais alguns minutos dando voltas no ar, esperando nova hora de pousar. O piloto explicou o fato apenas como uma aproximação perdida e depois eu vi na internet que é comum acontecer isso em Brasília, por causa de ventos que às vezes não são muito favoráveis. Espero que tenha sido só isso. Ia ser apenas um bate/volta de três dias então eu teria que eleger algumas prioridades, mas o meu foco nessa minha primeira ida foi somente a arquitetura externa dos prédios oficiais, que ficam todos muito próximos. Acabei conhecendo bem mais que isso e só não conheci mais por que não sabia que era possível conhecer o interior dos prédios, através de visitação guiada nos Domingos e feriados (nem meu amigo que mora lá sabia disso). No mais foi muito boa a estadia na Asa Sul do Plano Piloto, gostei muito do restaurante Mangaio, Parque Nacional de Cerrado, Torre de TV, UNB... etc.

It was my first air travel. At the time I was fed up with the problems of life, I felt like the last of mortals because I still didn't have a plane :) Then I made a friend there and decided to visit him. As it was not very far, the tension of the first flight would not last long - I thought. As there were no stopovers, it would be only two and a half hours, but, behold, at the time of landing the aircraft simply launched and we spent a few more minutes circling the air, waiting for another hour to land. The pilot explained the fact only as a missed approach and later I saw on the internet that this is common in Brasilia, because of winds that are sometimes not very favorable. I hope it was just that. It was going to be just a three-day round-trip so I would have to choose some priorities, but my focus on my first trip was only the external architecture of the official buildings, which are all very close. I ended up knowing much more than that and I just didn't know any more because I didn't know it was possible to know the interior of the buildings, through guided visitation on Sundays and holidays (not even my friend who lives there knew that). In addition, the stay at Asa Sul do Plano Piloto was very good, I really liked the Mangaio restaurant, Cerrado National Park, TV Tower, UNB ... etc.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Resumo

Viajar pra mim sempre foi uma paixão e de certa forma uma coisa constante. No início eram romarias, excursões do colégio, mas foi a partir da faculdade que as coisas começaram a acontecer de fato, através dos congressos e aulas de campo (fiz Geografia). Ainda sou um turista nacional, já que nunca sai dos limites do país. Mas um dia chego lá. 

Traveling for me has always been a passion and in a way a constant thing. In the beginning it was pilgrimages, school trips, but it was from the college that things started to happen, in fact, through congresses and field classes (I did Geography). I am still a national tourist, as I never leave the country. But one day I get there.

Viajar para mí siempre ha sido una pasión y de alguna manera una constante. Al principio eran peregrinaciones, viajes escolares, pero fue desde la universidad que empezaron a pasar cosas, de hecho, a través de congresos y clases de campo (yo hice Geografía). Sigo siendo un turista nacional, ya que nunca salgo del país. Pero un día llego allí.

Viaggiare per me è sempre stata una passione e in un certo senso una cosa costante. All'inizio erano pellegrinaggi, gite scolastiche, ma è dal college che le cose hanno cominciato ad accadere, appunto, attraverso congressi e lezioni sul campo (io ho fatto Geografia). Sono ancora un turista nazionale, poiché non lascio mai il paese. Ma un giorno ci arrivo.

Voyager a toujours été pour moi une passion et en quelque sorte une chose constante. Au début c'était des pèlerinages, des voyages scolaires, mais c'est à partir du collège que les choses ont commencé à se passer, en fait, à travers des congrès et des cours sur le terrain (j'ai fait de la géographie). Je suis toujours un touriste national, car je ne quitte jamais le pays. Mais un jour j'y arrive.