sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

A Lagoa do Mel

 

Ouvia com encanto o seu nome, apesar de ele se referir a um local sem grandes atrativos: uma lagoa repleta de abelhas no meio do mato. Nas épocas de plantio, íamos todos lá de casa, de camionete, conduzindo ferramentas e mantimentos, para fazer brotar feijão e milho nas terras do meu avô.

No caminho estreito e arenoso, era grande a presença de mutucas, espécie de mosca gigante que suga o sangue da vítima ao picar.

O que eu gostava mesmo era de ir para a casa de um casal amigo, que morava próximo. Eu era o xodó da dona da casa e além de acolher a todos muito bem, ela sempre me agradava com doces e iguarias. Sem falar que me permitia usar os brinquedos de sua filha única, entre os quais havia um caminhão grande de plástico e uma foca inflável com uma bola vermelha no nariz.

 O máximo que ficávamos no roçado, eu e minhas irmãs, era o período da manhã; quando se aproximava o meio-dia, éramos levados para os cuidados do casal amigo e por lá, passávamos a tarde a brincar pela casa e nos alpendres.

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