Fui despertado, na manhã de um dia de Natal, pela notícia de que havia recebido uma visita especial e que ela, ou melhor ele, havia deixado um presente. Assustado, olhei em volta e lá estava embaixo de minha rede um aviãozinho azul, de plástico, envolto em um saco transparente. Não era pesado, mas tinha um tamanho razoável e eu achei bem mais original do que um carrinho.
Deixado por ele, o bom Noel, que também povoava o imaginário infantil do lugar, embora eu tenha sido um dos poucos ou talvez o único a “ser visitado por ele” nesse dia.
Não sei se meus pais haviam saído à noite e me deixado com alguém ou se haviam comprado o presente com antecedência. O fato é que ele estava lá e eu fiquei indignado por ter corrido tamanho risco: ninguém presenciara a chegada desse estranho e visto ele se aproximar de mim ? Seria ele realmente inofensivo e não haveria tentado me fazer algum mal ?, pensei.
Certamente ele tomou conhecimento do meu temor, por que em outros Natáis, não veio mais me deixar presentes, apenas entregou-os a meus pais para que eles fizessem isso.
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